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Não é novidade que o iPad é a primeira escolha para quem está disposto a colocar mais dinheiro num tablet. Por outro lado, embora seja o produto da Apple com a melhor relação custo-benefício, o iPad não chega a ser exatamente uma pechincha, custando em torno de US$ 500,00 lá fora e chegando ao Brasil por algo em torno de R$ 1.700,00 no modelo mais simples.

Na hora de escolher um tablet nessa faixa de preço, entre o iPad 2 e um tablet com Android, consumidores tendem a preferir o modelo da Apple, mesmo aqueles que preferem o Android para smartphone. O jogo parece mudar em favor do Android entre os consumidores que desejam um tablet, mas que pretendem gastar menos. Uma pesquisa recente mostrou que 80% dos consumidores estariam dispostos a comprar um tablet com Android se ele custasse abaixo de US$ 250,00. Quase a metade dos consumidores optaria por um tablet com Android que custasse abaixo de US$ 300,00.

Isso indica que, caso sejam oferecidos bons tablets baratos, há uma boa oportunidade para o crescimento da plataforma Android dentro dessa faixa de preço entre os US$ 250,00 e US$ 300,00, pelo menos se consideradas as intenções dos consumidores entrevistados lá fora. No Brasil, a nova legislação tributária que desonera a produção nacional de tablets deve começar a mostrar efeitos a partir de setembro, quando veremos o que essa inovação legislativa terá efetivamente a oferecer.

O grande desafio aqui é produzir verdadeiros tablets com Android, ou seja, tablets rodando o Honeycomb, que fiquem situados nessa faixa de preço. O maior problema é que o Android 3.0 parece ser um tanto “fominha” em especificações de hardware e não se dá bem em equipamentos que não contem com CPU dual core. Quem se dedique a projetar um equipamento desse tipo ficará sempre com o desafio de colocar um SoC com processamento dual core num produto barato, o que não é fácil.

Por outro lado, o já comentado Advent Vega é uma prova de que a façanha é realizável, sendo um tablet barato com nVidia Tegra 2. O modelo é equipado com o SoC da nVidia e custa US$ 250,00, o problema é encontrá-lo por aí, pois ele costuma desaparecer rapidamente dos estoques toda vez que é posto a venda.

Ou seja, fica demonstrado que é possível produzir um tablet barato com Android e que seja bastante competitivo em termos de mercado. Resta saber se os fabricantes saberão enxergar e aproveitar tal oportunidade. Quando ao mercado nacional, teremos ainda de verificar se os tributos aliviados irão efetivamente refletir em menor custo dos produtos, pois essas “sábias” medidas dos nossos governantes resultam, via de regra, em aumento das margens para fabricantes sem muito reflexo no preço cobrado do consumidor.

Com informações: Andgeeks

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6 respostas a Tablets baratos podem ser a chave para o sucesso dos tablets Android

  1. O grande problema dos tablets é realmente o valor. Não vale a pena aqui no Brasil pagar R$2000 por algo que tem menos potencia que um note. São propostas diferentes, mas para quem não tem grana sobrando, melhor escolher um notebook.

  2. HANA disse:

    PENSEI QUE TIVESSE PREÇO NAO SO MOS TRA NOTICIA

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