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KindleAndroid

A dificuldade para que o Android emplaque um efetivo sucesso no mercado de tablets é amplamente comentada. Entre os fatores que geram essa dificuldade, os de maior peso certamente são o preço dos tablets e a discutida escassez de apps otimizados para o Honeycomb. Com os rumores cada vez mais fortes de que a Amazon irá transformar seu Kindle num tablet com Android, é crível que o lançamento possa aplacar ambos os problemas de uma só vez.

A estratégia da Amazon é transformar as próximas versões do Kindle numa plataforma de consumo de conteúdos que vão além dos livros, dando a esses tablets acesso aos serviços de distribuição de conteúdo da empresa, que incluem música, filmes, aplicativos, etc. Além disso, os novos Kindle deverão vir em dois modelos, um tablet com tela de 7” equipado com nVidia Tegra 2 e um com tela de 10” equipado com o novíssimo nVidia Tegra 3 (Kal-El).

Caso tais rumores se confirmem, a Amazon poderá ajudar a resolver os dois problemas mencionados acima: um deles, a escassez ou quase inexistência de tablets baratos de bom custo/benefício; o outro, a falta de um atrativo em termos de conteúdo, que sirva pelo menos para aplacar o conhecido problema da falta de apps.

Com isso, a Amazon terá no Android um bom aliado para fortalecer suas atividades e expandir o universo do Kindle, mas para que a “parceria” possa funcionar também em benefício do Android na área de tablets, é preciso que a empresa seja capaz de eliminar as barreiras que impedem seus serviços de distribuição de conteúdo de serem acessados no mundo inteiro, tendo em vista que hoje eles estão disponíveis apenas nos EUA por questões de política de copyright.

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2 respostas a Nova versão do Kindle poderá impulsionar o Android entre os tablets

  1. Irio Musskopf disse:

    Eu comprei um Kindle geração "atual" no mês passado mesmo sabendo do forte rumor de um lançamento até o fim do ano e sinceramente me sinto preocupado com a descontinuação da linha e-ink. Não por mim próprio (até porque optei por comprar agora e ele atende muito bem minhas necessidades), mas para quem gosta realmente de ler, o e-ink é bruxaria. Não trocaria meu Kindle geração 3 por um tablet lcd/led/afins.

    O ruim é que o atual Kindle (que continua crescendo em vendas) não possui concorrente fora dos EUA, com o Nook. Como fica?

    • Muito bem colocado, Irio. É uma preocupação pertinente. Além de a tecnologia de tela do Kindle original proporcionar mais conforto para a leitura, um tablet conectado a instant messengers e a redes sociais também favorece distrações… Quer dizer, se o objetivo maior é leitura, o Kindle original continua vantajoso e é preocupante que ele venha a desaparecer.

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