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Os números da telefonia celular são estrondosos. Li por esses uma matéria que dizia que há no mundo mais pessoas com telefones celulares do que pessoas com acesso a água corrente, para ficar apenas com o exemplo mais dramático. Com a popularização dos telefones celulares, o impulso agora tende a ocorrer entre os celulares inteligentes. Projetos sociais já distribuem smartphones com Android a líderes camponeses em regiões pobres da África, com apps focados em produtividade e para compartilhamento de informações com a população local. O momento é realmente de explosão da computação móvel.

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Um estudo feito pela IMS sobre o mercado de smartphones mostra dados muito interessantes. Não se trata apenas de uma explosão de vendas como também de redistribuição do market share. Enquanto a Nokia teve a sua fatia reduzida quase à metade entre 2010 e 2011, no mesmo período a Samsung saiu de uma situação de quase inexpressividade para figurar entre os campeões de mercado. A adoção do Android deu vida até à LG que, mesmo possuindo uma pequena fatia do mercado, teve a sua participação quadruplicada no período.

É interessante ver que, da mesma maneira como, entre os sistemas operacionais, o Android abocanhou uma enorme fatia do mercado, quase todos os fabricantes que adotaram a plataforma cresceram consideravelmente entre 2010 e 2011. Na verdade, a única que se manteve estagnada no período foi a Motorola.

Como acompanho bastante os dados sobre a plataforma, ao mesmo tempo em que tenho um contato próximo com a base de usuários e com formadores de opinião, posso entender os motivos da estagnação da Motorola. Talvez agora eles revejam a estratégia de apenas lançar mais e mais modelos sem nunca dar ouvido às críticas feitas pelos usuários ou tentar atender às verdadeiras demandas desses consumidores.

Com a previsão de crescimento estrondoso até 2016 e com essa tendência de redistribuição das participações das diferentes marcas no mercado, se faz mais importante do que nunca que cada empresa seja capaz de ouvir os anseios da base de usuários. Para isso é preciso, como costumo repetir aqui, que a plataforma Android comporta uma importante peculiaridade.

Aquela comunidade de “heavy users”, nesse caso, tem um papel importantíssimo no mercado. São formadores de opinião que não podem ser ignorados, porque o usuário comum é diretamente afetado pelas opiniões que esses geeks produzem nas redes sociais. Perceber esse detalhe poderá ser a chave para definir o papel de cada marca no futuro da plataforma.

Com informações: All Things Digital

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4 respostas a Smartphones poderão ser vendidos em 1 bilhão de unidades por ano até 2016

  1. Jbineli disse:

    Self indulgence!

    Hehehehe

  2. Pingback: Motorola pode assumir uma posição na guerra das patentes... abrindo fogo contra o próprio Android

  3. Pingback: Google adquire Motorola Mobility, nós analisamos os motivos e possíveis consequências

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