tizen

Desde a primeira aparição do Nokia N9, onde o Meego 1.2 (Harmattan) se mostrou muito promissor, ficamos com a impressão de que o projeto seria descontinuado logo após surgirem os primeiros Nokia com Windows Phone 7. Para a sorte de quem se interessou pelo Harmattan, o destino do sistema operacional parece estar se definindo, com a Samsung e a Intel assumindo o controle do projeto, que agora passa a se chamar Tizen.

Os comentários mais frequentes diante do que se viu demonstrado no Nokia N9 destacavam o quanto o Meego aparecia promissor naquele aparelho e questionavam se abandonar por completo o sistema seria um movimento acertado por parte da Nokia. Lamentava-se que o Meego, finalmente apresentado numa versão mais amadurecida, estivesse condenado à extinção prematura. O anúncio do Tizen é, além de um alívio para os que se interessaram na plartaforma, uma demonstração de sabedoria por parte da Samsung.

A Samsung tem motivos de sobra para aderir ao projeto, tendo em vista que a empresa sempre demonstrou interesse em ter um sistema operacional próprio, que servisse de alternativa à sua parceria com o Android, e o Bada até hoje nunca se mostrou muito promissor (eufemismo).

Embora seja a mais bem sucedida empresa a trabalhar com o Android, a coreana precisa de um sistema operacional alternativo sobre o qual exerça controle, sobretudo diante da apreensão causada entre os demais fabricantes quando a Google adquiriu a Motorola Mobility para assumir também a produção de hardware em sua plataforma mobile.

O movimento da Samsung parece sábio e talvez sirva para destacar a impulsividade da adesão da Nokia ao Windows Phone 7, na forma como se deu, com promessas de uma união monogâmica, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe. Quem joga com cautela nesse mercado de sistemas móveis precisa ter suas cartas na manga. Ter o controle sobre um sistema operacional próprio ainda parece ser algo valioso para os fabricantes de hardware, sobretudo diante das incertezas que surgem nos consórcios envolvendo plataformas de software.

O novo rumo do Meego faz com que, inclusive, a aquisição de um Nokia N9  por qualquer um de nós pareça um ato tresloucado. Quem o fizer estará pagando em torno de US$ 700,00 num smartphone com um sistema operacional ao qual a Nokia não dará mais suporte, em definitivo. Para os que fizerem questão de um smartphone com Meego, faz mais sentido esperar um futuro lançamento da Samsung.

Quem tinha interesse no sistema e viu um adeus do Meego quando a Nokia abandonou o projeto pode agora ficar tranquilo. Se existe alguém no mundo que seja entusiasta do Bada, lamento informar que, talvez, ele esteja agora subindo no telhado.

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4 respostas a Meego agora se chama Tizen, projeto controlado pela Samsung e pela Intel

  1. Bardelli disse:

    Uma correção: o MeeGo não vai "virar" o Tizen. O Tizen é um novo projeto, e o MeeGo vai ser descontinuado. A compatibilidade de apps entre os sistemas existe, mas é importante destacar que os sistemas são diferentes.
    https://www.meego.com/community/blogs/imad/2011/w

    • Vi lá, realmente esclarecem ser um novo projeto, mas afirmam em vários pontos que muita coisa do Meego estará no Tizen, facilitando a migração tanto dos usuários quanto dos desenvolvedores para a nova plataforma.

      Vi alguns sites chamando o Tizen de "filho" do Meego. Agora é esperar para ver até que ponto os sistemas deverão efetivamente se diferenciar.

      Como cheguei a comentar no Twitter, o que assusta é o fato de o sistema ser assim tão "voltado para a nuvem". Acho que o que temos de "voltado para a nuvem" no Android e no iOS hoje já está de bom tamanho. Ir além, no momento, é precipitação.

      • Bardelli disse:

        Pois é, a aposta no HTML5 e na nuvem é alta, vamos ver se com o tempo isso vai ser tão vantajoso assim. Eu acho que a Samsung poderia melhorar um pouco o foco em OS móveis, mas pelo visto a idéia do Tizen é ir além dos dispostivos móveis.

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