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conspiracy

Talvez tenhamos encontrado novas pistas sobre os motivos para o fechamento do MegaUpload e a para a prisão dos responsáveis pelo site. O caso é que semanas antes da ação do FBI, o site Digital Music News publicou matéria sobre o MegaBox, serviço de música baseado em armazenamento na nuvem que iria, nos termos usados pelo artigo, sacudir as estruturas indústria fonográfica.

É interessante ter o assunto de volta à tela logo após desenvolver esse artigo onde questionei se as grandes gravadoras temem a modernização do comércio de música mais do que temem a pirataria. O MegaBox, projeto com o qual a equipe do MegaUpload teria assustado a velha indústria, seria um sistema de comércio, distribuição e armazenamento em nuvem especializado em música através do qual a remuneração dos artistas poderia chegar a 90% da receita gerada por suas obras.

Enquanto o MegaUpload enfrentava uma guerra com a Universal Music, o MegaBox, ainda em etapa de testes, já contava com o apoio da 7digital, da Gracenote, da Rovi, e da Amazon. Além de um ambiente virtual através do qual artistas poderiam vender seus trabalhos diretamente aos consumidores mantendo 90% da receita gerada, o MegaBox contaria com um sistema inovador de Digital Rights Managemant (DRM). A novidade, chamada MegaKey, permitiria gerar receita até mesmo de arquivos baixados de fontes previamente ilegais, uma vez que o “armário” na nuvem disponibilizado pelo MegaBox fosse utilizado.

Acertando as contas entre os artistas e o público de maneira vantajosa para ambos, um sistema como esse seria um inimigo totalmente novo e muito perigoso para Universal Music e companhia. Não daria para simplesmente apontar-lhes o dedo na cara e chamá-los de “piratas”. O MegaBox seria mais uma, e talvez a mais perigosa, forma de distribuição moderna e legalizada de música a desafiar o antigo modelo. Mais perigoso que o MegaUpload justamente por criar uma nova proposta para superar a pirataria de maneira legítima, mas essencialmente subversiva em seu confrontamento com o antigo modelo de negócios.

O interessante aqui, além da proposta em si, é a cronologia dos eventos. O MegaUpload existiu por mais de seis anos juntamente com vários serviços de armazenamento assemelhados. Por que então o site foi abaixo e seus responsáveis foram para o xilindró pouco mais de duas semanas após a o projeto do MegaBox vir a público? Talvez essa sequência de fatos dê mais força ao argumento de que as grandes gravadoras temem a modernidade mais do que temem a pirataria. E estão dispostos a usar de muita truculência para a defesa de seus interesses.

A ideia de que o MegaBox teria sido a verdadeira razão pela qual a indústria e o FBI agiram com “mais energia” sobre Kim Dotcom e seu Megaupload pode parecer teoria de conspiração, mas que a sequência dos fatos torna tudo bastante plausível, é inegável, tanto para nós quanto para a Forbes.

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4 respostas a Megaupload, MegaBox e uma mega conspiração

  1. Alessandro disse:

    Esse negócio é realmente complicado.

    Acredito que tudo isso faça sentido, Kim Dotcom estava planejando uma forma de remunerar os artistas e as grandes gravadoras não gostaram nada… Mandaram o FBI pegar ele.

  2. Dudussauro disse:

    Não tem jeito, desde sempre, em todo País capitalista quem manda no governo é a iniciativa privada.

  3. Pingback: gamescola – Gordinho do Megaupload livre e recebendo R$ 89 mil/mês

  4. zardeskun disse:

    ta na cara que é isso! quem têm asas não pode voar, e ainda falam que e democracia, mas nunca a vi.

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