Cyanogen Mod 7 e MIUI ROM – Comparativo entre roms android

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O Cyanogen MOD 7 (CM7) e a MIUI ROM são certamente os dois maiores projetos de custom ROMs para o Android. O primeiro, inclusive, já conta com mais de meio milhão de usuários e teve o seu criador contratado pela Samsung para fazer parte do seu time de desenvolvedores. Aqui falarei um pouco sobre esses dois grandes projetos traçando um paralelo entre eles e passando algo da experiência que tive usando e testando as duas ROMs.

O uso dessas custom ROMs tem se tornado popular e saído do gueto restrito dos nerds, com mais e mais gente se aventurando a retirar o firmware original do seu Android e substituí-lo por uma ROM customizada de sua preferência. Uma prova disso é que o tutorial ensinando a instalar o CM7 com Android 2.3.7 (Gingerbread) no Galaxy 5 é atualmente um dos artigos mais acessados e o mais comentado aqui no Droider.

Mesmo com essa onda, é preciso saber que os procedimentos de instalação envolvem riscos e é preciso se informar bastante antes de partir para a “aventura”.

CM7 e MIUI ROM – as duas maiores custom ROMs em suas semelhanças e diferenças

Há algumas grandes semelhanças entre o Cyanogen Mod 7 e a MIUI ROM. A primeira delas consiste no fato de serem trabalhos desenvolvidos desde o código obtido no Android Open Source Project (AOSP). Ou seja, são ROMs que partem do Android “limpo” em vez de meramente modificarem o firmware fornecido pelo fabricante para um determinado modelo.

A vantagem disso é que esses trabalhos resultam em ROMs mais “limpas” e otimizadas, tendo em vista que o código do Android, puro, sem bloatwares colocados lá por fabricantes e operadoras. O sistema é adaptado a cada modelo e recebe ali otimizações de desempenho cabíveis em cada caso. O objetivo é entregar um sistema enxuto e de alto desempenho, e não entulhar apps desnecessários e indesejados em nome de estratégias de mercado.

Outra vantagem, nesses casos, é a possibilidade de criação de um projeto com potencial para oferecer suporte a múltiplos modelos.

É algo muito diferente do que acontece em grupos de desenvolvedores que se ocupam em modificar firmwares de fabricantes, que não têm uma visão do todo e às vezes nem tem intimidade com a “matéria prima” necessária para expandir o suporte. A proposta desses projetos específicos é permanecer atendendo a um só modelo.

No caso das custom ROMs baseadas no AOSP, onde todo o trabalho parte do código fonte original do Android, é diferente. Para que mais e mais modelos sejam suportados só é necessário mais “material humano”, mais força de trabalho para as comunidades e, sobretudo, a parte talvez mais complicada, gerir e administrar esses múltiplas adaptações para diferentes celulares e tablets com Android tendo em vista o controle de qualidade.

De qualquer maneira, tanto o CM7 quando a MIUI ROM têm conseguido sucesso em vencer tais adversidades e são ambas ROMs com suporte a inúmeros modelos de celulares com Android, ambas baseadas no código do AOSP. Nesse sentido, as duas ROMs têm filosofias de desenvolvimento muito assemelhadas, de forma que ambas se tornaram verdadeiras distribuições do Android.

Outro detalhe importante é o grande intercâmbio de experiências e de recursos entre os dois projetos. Embora a MIUI ofereça uma verdadeira “quebra de paradigma” em se tratando de design no Android, a parte mais profunda do sistema operacional é assemelhada e em muitos casos, quando se trata de um mesmo aparelho, o kernel do sistema chega a ser o mesmo. Disso resulta uma grande aproximação de ambas as ROMs em termos de desempenho e de estabilidade. No fim das contas, elas divergem mesmo é no design.

MIUI ROM e sua mudança profunda na interface do Android

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Expostas as semelhanças, resta destacar que a maior diferença entre as duas ROMs consiste nainterface padrão trazida em cada uma delas. Enquanto o Cyanogem MOD 7 segue uma linha muito aproximada do que é visto no Android do Nexus S, usando para isso o ADW Launcher, a MIUI ROM trabalha uma alteração profunda na interface do sistema operacional e até mesmo na forma de operá-lo, algo criticado pelos mais “xiitas” por ser muito assemelhado ao iOS.

A principal mudança, que desagrada aos usuários mais “tradicionalistas” do Android, é o desaparecimento da distinção entre o “app drawer” e as “home screens”. Ou seja, o Android perde aquela divisão entre o lugar onde são listados os ícones para os apps, app drawer, e as home screens onde são posicionados atalhos e widgets a gosto do usuário. Tudo passa a funcionar num só ambiente, dividido em telas que deslizam lateralmente, bem ao estilo iOS.

Ainda será possível usar widgets personalizados e posicioná-los conforme as preferências de cada um, o que o iOS até hoje não possibilita, mas com a MIUI o usuário terá de aprender a se virar distribuindo tudo em um só ambiente. Não é uma adaptação muito simples, digo por experiência própria.

Por outro lado, ao ganhar intimidade com o tratamento dado pela MIUI à interface e, sobretudo, com a facilidade de aplicação de temas que trazem mudanças interessantíssimas para o design e para a interação com o sistema, alguns usuários poderão acabar gostando muito da experiência.

Algo interessante na MIUI, ainda no quesito design, é que vários dos aplicativos originais do Android são modificados ou substituídos por outros com interfaces mais ao estilo da ROM, harmonizando o navegador do Android, o music player, os contatos e etc. com o estilo de design da ROM, além de oferecer também um conjunto de belos widgets.

miui-player_thumb-300x99 Cyanogen Mod 7 e MIUI ROM – Comparativo entre roms android

É bem possível que você se adapte e até goste da MIUI ROM, o perigo é chegar um desses fanboys xiitas do Android, olhar pra ela com aquela cara de iOS e soltar “você é um traidor do movimento, véio”.

Por modificar profundamente a interface do Android, a MIUI ROM precisa ser traduzida em cada uma de suas versões, para cada aparelho. No caso do Cyanogen Mod 7, como o Android AOSP já possui o português brasileiro entre suas línguas, a ROM já inclui o idioma originalmente, nas versões existentes para qualquer modelo de celular ou tablet com Android suportado.


tabela-cyanogen-mod-miui-rom_thumb-300x118 Cyanogen Mod 7 e MIUI ROM – Comparativo entre roms androidHá um time bastante competente trabalhando nas traduções da MIUI rom para o português brasileiro, organizado na comunidade MIUI Brasil.

Outra peculiaridade das duas ROMs é que elas já marcam presença na indústria, tendo saído do “underground” e chegado ao “mainstream” cada uma à sua maneira. No caso do Cyanogen Mod, esse passo foi dado com a contratação do seu criador, Steve Kondik, pela Samsung, que agora tem esse grande talento no seu quadro de desenvolvedores.

Usuários no mundo inteiro já clamaram para que algum fabricante de celular com Android lançasse um modelo que viesse de fábrica com o Cyanogen Mod 7, mas tais apelos nunca foram ouvidos pelas grandes marcas. Já a MIUI ROM, essa encontrou seu caminho para as prateleiras do comércio com o lançamento do Xiaomi M1 Phone, interessante produto de uma empresa chinesa que entrega um Android com hardware poderoso por algo em torno de US$ 300,00.

MIUI ROM ou Cyanogen Mod 7 – uma questão de escolha

Esse trecho do artigo é bastante pessoal e expõe minhas conclusões por já ter testado bastante as duas ROMs. É bom deixar claro que não sou de posar de dono da verdade pra dizer o que é melhor nem em discussões sobre Android x iPhone. Prefiro analisar as coisas tentando identificar aquilo que mais de adequa a determinados perfis de usuários e, com base nisso, fornecer sugestões que não se pretendem verdades absolutas.

Após testar bastante as ROMs e me tornar admirador de ambos os projetos pelo que entregam em termos de desempenho, devo confessar que minha preferência é pelo Cyanogen Mod por achá-lo mais adequado ao que procura um usuário de Android como eu, que gosta de moldar o próprio sistema sem que o desenvolvedor me determine o rumo a ser seguido para tanto.

A questão é que a MIUI tem o seu foco no design e com isso ela acaba “amarrando” o usuário para que ele siga a linha estabelecida na sua concepção. Não faz sentido pegar uma ROM como a MIUI e trocar o launcher. Se você pretende usá-la, deverá fazê-lo com o launcher padrão e escolher, entre as boas opções de temas oferecidos, um que de adapte ao seu gosto. A trunfo desse projeto é a integração entre o design da interface, que se harmoniza com os widgets e os apps disponibilizados.

Já o Cyanogen Mod abraça a ideia de liberdade para montar e desmontar o Android ao seu gosto, uma das características que mais me agradam no sistema operacional e da qual não consigo abrir mão. Originalmente, ele traz o ADW Launcher e recebe um tema que tem toda a cara do Gingerbread que acompanha o Nexus S, mas isso é detalhe. A ideia é que você possa mexer nele como quiser, trocar de launcher, usar os widgets que bem entender ou até mesmo aplicar temas para a própria ROM. Ele pode nunca ficar “lindo” como a MIUI ROM, mas certamente irá agradar àqueles que curtem fazer suas próprias alterações.

Não me admira, diante disso, que o Cyanogen Mod 7 seja um projeto maior e mais popularizado do que a MIUI ROM. Isso porque um usuário de Android que chega ao ponto de ficar experimentando custom ROMs já é um usuário mais íntimo do funcionamento do sistema. É muito provável que ele curta mais moldar as coisas à sua maneira do que seguir uma linha determinada.

Ou seja, entre os usuários que chegam a mexer com custom ROMs, pelo que observo, é mais provável que o Cyanogen Mod conquiste mais espaço. Por outro lado, conheço usuários avançados que se adaptarem bem à MIUI ROM e estão bem com ela. Não há verdade absoluta aqui, assim como não há em quase nenhum assunto. Tudo é questão de preferências e de perfis de usuário.

O significado desses projetos

Com atenção constante sobre o Android como plataforma, procurando analisar o que acontece e produzir bom conteúdo sobre o tema, já cheguei a falar sobre a paradoxal posição do Android como um projeto open source, que se dá por termos nele um projeto de código aberto, mas que não tem a proposta de ser gerido pela comunidade.

Embora o Android seja muito alardeado como um sistema “livre”, o que de certa forma se verifica pelas amplas possibilidades de customização, incluindo a troca do launcher, do teclado padrão e de outras partes do sistema, a verdade é  que os trabalhos com ROMs alternativas ainda correm às margens da lógica de gestão da plataforma.

O código do Android está lá para quem quiser trabalhá-lo e desenvolver em cima, mas ele é, na maior parte das vezes, “expropriado” pelos fabricantes que, ao adaptarem o sistema aos seus celulares e tablets, o fazem usando drivers de dispositivo com código fechado ou travando bootloaders, dificultando a adaptação de outra ROMs para esses aparelhos.

Não se trata de um sistema completamente aberto. Ele sai aberto do AOSP mas recebe um “fechamento” por parte dos fabricantes e, muitas vezes, é “reaberto na marra” pelas comunidades, que tem de recorrer a hacks para realizar seus trabalhos.

O que esses projetos fazem é, através de um trabalho hercúleo, subverter a ordem das coisas na plataforma e criar verdadeiras distribuições do Android, completamente geridas pela comunidade, quando a lógica de gestão da plataforma não é, originalmente, essa. É justamente aí que reside a beleza disso tudo, além de, é claro, na qualidade do produto final entregue aos usuários.

Custom ROMs para as massas?

Um grande problema dessas iniciativas, quando se trata de popularização, é a chegada até o consumidor médio, “normal”, tendo em vista que os procedimentos de instalação não são simples e muitas vezes envolvem riscos de danos ao equipamento.

Boa parte dos problemas ocorridos na instalação de uma custom ROM podem ser revertidos por um usuário mais avançado, mas em alguns casos você pode destruir efetivamente um aparelho, sem volta.

Instalar uma distribuição do Linux em um PC é algo cada vez mais fácil, não requerendo conhecimentos muito profundos para a tarefa. É algo que foi ficando mais e mais simples com a evolução das distribuições e, convenhamos, não dá pra imaginar alguém destruindo um computador numa tentativa de instalar o Ubuntu.

Já no Android, o procedimento de instalação de uma custom ROM muda conforme o dispositivo utilizado. Alguns passos básicos são comuns aos procedimentos, mas os detalhes do processo de instalação são específicos de cada aparelho, o que complica um bocado a popularização dessascustom ROMs.

Já tivemos aqui no Droider o detalhamento do processo de instalação do Cyanogen Mod 7 em dois modelos de celulares com Android Samsung Galaxy 5 i5500b, Samsung Galaxy S. A instalação da MIUI é muitíssimo semelhante. Como ambas precisam ser instaladas a partir de um “custom recovery” como o Clockwork Mod, é muito fácil, inclusive, alternar entre as duas.

Seria um prazer, para mim e acredito que para os leitores, se eu tivesse acesso a mais aparelhos para apresentar aqui as possibilidades de cada um nessa área de customizações, mas essa iniciativa dependeria de um apoio muito difícil de ser obtido. O blog não recebe sequer aparelhos para reviews convencionais, quanto mais para esse tipo de testes “menos ortodoxos”. Por enquanto, e talvez por muito tempo, o que poderei produzir por aqui tratará dos aparelhos que tenho em mãos, pagos do meu bolso mesmo.

Por outro lado, depois que a Samsung contratou o Steve Kondik como desenvolvedor e até mesmo a Motorola já fala em abertura de bootloaders, quem sabe o Droider não se credencia para conduzir e relatar testes nessa área, com apoio de alguma dessas empresa? Se eles toparem, eu topo.

Quem tiver interesse sobre o tema e quiser debater sobre o Cyanogen Mod, a MIUI e custom ROMs para o Android em geral, seja bem-vendo aos comentários que, em se tratando desses temas, estamos em casa.

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