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Esse tem sido um tema constantemente tratado em meus textos, tanto aqui quando em algumas matérias para o Meio Bit. O fato de o Android usar código aberto gera eventualmente uma tensão entre os fabricantes de dispositivos e as comunidades de desenvolvedores.

A turma que desenvolve custom ROMs quer mais autonomia para modificar o sistema e maior acesso a detalhes dos códigos; os fabricantes por sua vez usam certos artifícios para manter o controle (bootloaders travados e drivers de código fechado, por exemplo). A dúvida que surge no meio do conflito é qual o papel da Google nisso tudo e o que ela pretende para o sistema. Eis que Andy Rubin, conhecido como o “chefe do Android”, resolveu pontuar o tema hoje na Google I/O Conference.

Open Source não significa necessariamente que um projeto seja gerido pela comunidade. O Android tem pouca coisa gerida pela comunidade ao mesmo tempo em que tem seu código aberto. Tudo que fazemos acaba publicado no repositório do código, que é aberto.

Estamos construindo uma plataforma, não um aplicativo. Desenvolvedores estão constantemente renovando APIs, sempre adicionando novas funcionalidades. Em se tratando de implementação de novas APIs, ao meu ver, o trabalho gerido pela comunidade não funciona bem. Se torna muito difícil afirmar em que estágio você está, o que é um release final e o que é uma versão beta. No nosso caso, os desenvolvedores precisam de uma orientação de prazo para quando uma nova API deverá estar pronta.

Se o projeto fosse gerido pela comunidade, um fabricante poderia começar a construção de um aparelho e posteriormente esbarrar com uma incompatibilidade existente nos códigos gerados por terceiros. Nós precisamos da certeza de que as APIs irão funcionar em todos os dispositivos que adotam a plataforma. Enxergar à frente para evitar tais problemas é algo que faz parte do nosso trabalho, da nossa responsabilidade. Em um projeto gerido pela comunidade isso se torna muito mais difícil. Nós aceitamos as sujestões da comunidade, mas a implementação delas é feita de maneira controlada.

Bom, pra quem acompanha a história da plataforma, o pronunciamento do chefe explica bastante coisa. Isso é o que observamos na evolução da plataforma. É tanto que a produção de custom ROMs se dá de maneira estanque. Muita coisa do que foi produzido no Froyo para um determinado dispositivo ainda não teve nada semelhante implementado pela comunidade para o Gingerbread. A cada nova versão do Android, a comunidade precisa mergulhar no estudo das novas APIs e dos frameworks para oferecer suas otimizações aos usuários mais cedentos de novidades. O que complica realmente nosso entendimento desses processos é a forma com que os fabricantes lidam com essa realidade. Alguns são mais abertos no relacionamento com as comunidades e outros preferem manter uma postura de oposição e a Google não assume qualquer papel no sentido de criar regras para essa relação.

Um tempo atrás vi o François Simon (@supercurio), falar no twitter que o código do Voodoo Audio, que nasceu como uma otimização implementada no kernel do Samsung Galaxy S, poderia ser incluida no projeto original do Android, AOSP. Não sei em que pé anda essa idéia. Se tiver mais informações sobre ela, comentarei na certa.

Fonte: Androidandme

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2 respostas a Andy Rubin explica por que o Android tem código aberto, mas não é um projeto gerido pela comunidade

  1. Pingback: Celulares e tablets com Ubuntu deverão ser realidade até 2014, segundo Canonical

  2. Graciliana disse:

    Como faço para formatar um netbook com sistema operacional android 2.2?

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