A discussão travada em torno das lojas online de apps para dispositivos móveis sempre girou em torno de quantidade. Como o iPhone largou na frente, a App Store cresceu com uma imensa velocidade e a supremacia do iOS em número de apps disponíveis sempre pareceu algo inalcançável. Hoje, a loja da Apple já passa dos 425 mil apps para iPhone com mais 100 mil apps especiais para o iPad. Embora o Android tenha apenas agora passado dos 250 mil, o crescimento do Android Market é mais rápido, o que indica uma tendência de alcançar e até de passar da App Store a médio prazo.

A verdade é que a disputa de números é meramente marqueteira e consiste, inclusive, numa estratégia de marketing um tanto estúpida e fácil de ser desmascarada. Quantos desses infinitos apps realmente importam? Quantos deles apenas são simuladores de peido, por exemplo? A disputa quantitativa tira o foco de uma comparação realmente importante: a qualitativa.

Tudo bem, a grande maioria dos bons apps acaba sendo desenvolvida para ambas as plataformas, com muitos surgindo primeiro para o iPhone e sendo depois portados para o Android (principalmente os games) e alguns surgindo no Android Market para depois darem as caras na App Store, como é o caso do Pulse, um excelente leitor de notícias.

A questão é que, para além de uma seleta elite de bons apps, o que vemos é uma montanha de entulho. E para qualquer fanboy da Apple que aparecer falando que a App Store é constituída apenas de ótimos aplicativos, você pode rapidamente fazer uma busca por “fart” e esfregar-lhe na cara o resultado. Por outro lado, uma pesquisa qualitativa seria dificílima de conduzir, mas ainda faltam ao Android alguns aplicativos mais ricos em funções que vemos no iPhone, como alguns ótimos apps de fotografia  e alguns voltados para músicos.

Estou esperando a chegada de um iRig Mic que já encomendei para testar com minha namorada, que é cantora profissional, esse app da IK Multimedia no iPad 2. E não, não adianta procurar nada semelhante para Android. Nem o VocaLive e nem os apps para efeitos de guitarra e baixo estão disponíveis na plataforma.

Enfim, em vez de correr atrás da App Store apenas nessa estúpida competição quantitativa, o que a Google precisa é atrair para a sua plataforma alguns desenvolvedores que produzem trabalhos riquíssimos, consagrados na App Store, e que efetivamente fazem falta no Android Market. O resto é flatulência.

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Uma resposta a O Android Market já conta com mais de 250 mil de aplicativos, porém…

  1. Bruno Maciel disse:

    Isso mesmo. Sempre achei essa briguinha marrenta idiota. Apesar de ser um fanboy da Apple assumido, o que importa entre uma e a outra é a qualidade, não quantidade; ah não ser quando se trata de apps próprios para tablets, que o Android precisa dar um UP, ainda.

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